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FAQ cirurgia refrativa a laser

Perguntas e respostas sobre cirurgia refrativa a laser. As dúvidas mais comuns sobre cirurgia refrativa a laser.

Não. São necessários exames pré-operatórios específicos para avaliar se o paciente é candidato adequado. Fatores como espessura corneana, grau de miopia ou astigmatismo, presença de ceratocone e outros parâmetros são avaliados antes de indicar a cirurgia.
As principais modalidades são PRK (cirurgia refrativa corneana de superfície) e LASIK (cirurgia refrativa corneana que envolve confecção de um flap, com lâmina ou com laser — iLASIK ou femto-LASIK).
Não. O LASIK tem recuperação visual mais rápida, mas envolve a criação de um flap corneano, que pode ter complicações específicas. O PRK tem recuperação mais lenta, porém é indicado para pacientes com córneas mais finas ou que pratiquem esportes de contato. Cada caso deve ser avaliado individualmente.
O objetivo da cirurgia refrativa é reduzir ao máximo a dependência de óculos ou lentes de contato. Na maioria dos casos é possível "zerar" o grau, mas isso depende das características da córnea, do grau pré-operatório e da técnica utilizada. O médico discutirá as expectativas realistas com cada paciente.
A anestesia é feita com colírio anestésico (anestesia tópica), sem necessidade de injeções. O procedimento é indolor e dura poucos minutos por olho.
No caso do PRK, é colocada uma lente terapêutica (lente de contato) para proteger a superfície da córnea durante os primeiros dias. No LASIK, geralmente não há necessidade de tamponamento, mas o médico pode recomendar o uso de óculos de proteção.
Lentes de contato gelatinosas (macias) devem ser suspensas por pelo menos 7 dias antes dos exames pré-operatórios. Lentes rígidas exigem suspensão por pelo menos 3 semanas. O uso prolongado de lentes pode alterar a forma da córnea e comprometer os resultados dos exames.
No LASIK, a visão melhora significativamente já nas primeiras 24–48 horas. No PRK, a recuperação é mais gradual e pode levar de 1 a 4 semanas para estabilizar completamente, dependendo do grau corrigido.
Atividades físicas leves podem ser retomadas após 48–72 horas. Esportes aquáticos e de contato devem ser evitados por pelo menos 30 dias. Musculação e esforço físico intenso podem ser retomados após orientação médica, geralmente após 1 semana no LASIK e 2–3 semanas no PRK.
A cirurgia é recomendada a partir dos 18 anos, quando o grau tende a se estabilizar. Em alguns casos, o médico pode indicar aguardar até os 21–22 anos se o grau ainda estiver em progressão. Não há limite máximo de idade, desde que as condições oculares sejam adequadas.
FAQ transplante de córnea

As principais dúvidas sobre transplante de córnea penetrante e lamelar.

É a substituição de uma córnea doente por uma córnea saudável proveniente de um doador. Pode ser realizado de forma penetrante (substituição total) ou lamelar (substituição parcial das camadas).
As principais indicações incluem ceratocone avançado, opacidades corneanas por infecção ou trauma, distrofias corneanas, falência endotelial (como na distrofia de Fuchs) e cicatrizes que comprometem a visão.
No transplante penetrante, toda a espessura da córnea é substituída. Nas técnicas lamelares (DALK, DSEK, DMEK), apenas as camadas afetadas são trocadas, preservando as camadas saudáveis do receptor — o que reduz o risco de rejeição e melhora os resultados visuais.
A recuperação visual após transplante penetrante pode levar de 6 meses a 1 ano ou mais. Nas técnicas lamelares, especialmente DMEK, a recuperação é mais rápida, com boa visão em semanas a poucos meses. Os pontos de sutura são removidos de forma gradual ao longo do primeiro ano.
Sim. A rejeição é a principal complicação do transplante de córnea. Os sinais incluem olho vermelho, dor, fotofobia e baixa visual repentina. O reconhecimento precoce e o tratamento imediato com colírios de corticoide são fundamentais para reverter o processo. Os pacientes devem ser orientados a procurar atendimento de urgência ao notar esses sintomas.
Diferentemente de outros órgãos, o transplante de córnea não exige compatibilidade de tipo sanguíneo. O tecido é avascular (sem vasos sanguíneos), o que reduz o risco de rejeição imunológica. Os tecidos são fornecidos por bancos de olhos credenciados.
Sim. Lentes de contato especiais (rígidas ou escleral) podem ser utilizadas após o transplante para corrigir irregularidades e otimizar a visão, especialmente quando há astigmatismo residual elevado.
FAQ anel intra-estromal

Perguntas frequentes sobre o implante de segmentos de anel intraestromal para ceratocone.

São segmentos semicirculares de material acrílico (PMMA) implantados dentro do estroma corneano para regularizar a forma da córnea em casos de ceratocone, reduzindo o astigmatismo irregular e melhorando a acuidade visual.
Não. O anel não cura o ceratocone, mas melhora a forma da córnea e a qualidade visual. Frequentemente é associado ao crosslinking para estabilizar a progressão da doença e ao uso de lentes de contato para otimizar a visão.
O implante pode ser realizado com laser de femtosegundo (técnica mais precisa e segura) ou com dissector mecânico. O procedimento é ambulatorial, realizado sob anestesia tópica (colírio), com duração de aproximadamente 15 minutos por olho.
Sim. Uma das grandes vantagens do anel intraestromal é ser reversível. Caso necessário, os segmentos podem ser removidos ou substituídos, preservando a possibilidade de outros tratamentos futuros, incluindo o transplante de córnea.
A recuperação é rápida. A maioria dos pacientes já nota melhora visual nos primeiros dias. O resultado visual final se estabiliza em 1 a 3 meses. É necessário uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios no pós-operatório.
FAQ herpes ocular

Entenda como o herpes ocular afeta a visão e quais os tratamentos disponíveis.

É uma infecção viral da córnea causada pelo vírus Herpes Simplex (HSV-1), que pode provocar ceratite (inflamação da córnea), ulcerações e, em casos recorrentes, cicatrizes que comprometem a visão de forma permanente.
Os principais sintomas incluem olho vermelho, lacrimejamento, fotofobia (sensibilidade à luz), dor ocular e baixa visual. Em alguns casos há vesículas na pálpebra. Crises recorrentes tendem a ser mais graves que o episódio inicial.
O vírus permanece latente no organismo e pode reativar em situações de estresse, queda de imunidade, exposição solar intensa ou uso de corticoides. Não há cura definitiva, mas o tratamento antiviral controla as crises e a profilaxia oral reduz as recorrências.
Sim. Crises recorrentes podem levar a cicatrizes progressivas na córnea, resultando em opacidade e perda de visão. Nesses casos, o transplante de córnea pode ser necessário para restaurar a transparência e a visão. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para evitar sequelas.
Durante as crises ativas, o uso de lentes de contato é contraindicado. Em períodos sem crise, o uso pode ser permitido conforme orientação médica, mas deve ser feito com cautela e higiene rigorosa.
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